– ele tripudia enquanto escreve, tripudia enquanto lê, tripudia enquanto ama e até quando Deus quiser.

Moinho d’Água

Rosto.
Correndo.
É assim que todos estão,
Em torno dos seus olhos.
Há alguém
Com o dever de medir
Cada milímetro dos seus sóis.
Há outro
Que modula, faz pintura
O lenço de texturas que lhe cobre a face
E que outro retrata a madeira – sua moldura
Envolta de si.
Insiste matreira,
No brilho, no fundo,
No que lhe é oblíquo e turvo.
Outros projetam
A importância do seu corpo:
As voltas claras detalhadas,
Perfumadas no rosto de porcelana
Que gira lentamente, como um moinho
De águas tranquilas;
No fundo, no brilho
No turvo do oblíquo
Duas esferas como dois braços do eixo
Identidade
Brilhantes e ofuscantes
Nas águas claras de meu
Moinho d’Água.

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